terça-feira, 30 de junho de 2009

Sinais de decadência.

Não restam dúvidas de que o mundo não é mais o mesmo.

Infelizmente…
São visíveis e incessantes os sinais de decadência da humanidade. E para quem pensava que ver gays se beijando em público e o inter vencendo a Libertadores da América era o máximo que nossa sociedade poderia afundar, no fundo do poço havia um alçapão.

De uns tempos pra cá tenho tido surpresas muito desagradáveis ao abrir certos vinhos argentinos. Ao romper o lacre me deparo com algo inusitado até então: rolhas de plástico.

Sim, plástico ao invés da tradicional cortiça.

Dirão os eco-chatos que é algo saudável em termos de meio-ambiente. Pois os mando senterem num falo. E a tradição onde que fica? E os milênios de história vinícula?

É impossível que o número de rolhas utilizadas em garaffas de vinho seja tão nefasto à natureza. Pois posso estar até enganado, mas creio que seja um produto que se transforma em matéira orgânica, enquanto que o plástico…

Infelizmente, já encontrei tal desagradável surpresa em garrafas de vinículas relativamente conceituadas. Por sorte ainda não em vinhos “melhores”, mas temo chegar o dia em que a cortiça seja tratada como excentricidade do passado, como as Bodas de Ouro e monumentos públicos não pichados.

Pior que isso, só as tampas rosqueadas do Sauvignon Blanc da Concha y Toro.

domingo, 28 de junho de 2009

Auf Wiedersehen, vovó.

Nunca quis fazer com que este blog se tornasse uma espécie de diário virtual, onde eu tão simplesmente registrasse os fatos por mim vivenciados. Longe disso, pode até acontecer de eu comentar algum fato pontual, mas não quero fazê-lo de modo rotineiro.

É por este motivo que ainda não comentei nada a respeito da minha vovó Adelaide, que nas primeiras horas do dia 20 de junho nos deixou, tão somente 11 meses e 3 dias do vovô ter feito o mesmo.

Demorei mais de semana para escrever sobre isso pois não queria fazê-lo apenas na condição de registro, mas talvez criar algo com mais conteúdo para homenageá-la, assim como fiz para o vovô. Mas não tive a inspiração, ou pior, a competência para tanto.

Privados de sua presença fisica, restam as lembranças dos tantos bons momentos que passamos juntos, dos seus ensinamentos, das suas comidas, das suas histórias, seja ainda da Alemanha ou dos primeiros anos de Brasil, enfim, da sua presença que tanto nos marcou, além é claro da fé e da esperança na vida eterna, na graça de Deus pai.

Pois tenho certeza que ela agora está no céu, jogando cartas com o vovô, e olhando por nós.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Nomes

Sou uma pessoa modesta, além de estar feliz com meu trabalho, mas as vezes gostaria de, ao menos por alguns breves momentos, exercer outra profissão: tem dias que eu adoraria ser dono de um cartório, e nem é tanto pela fortuna que esses caras ganham, podia ser um simples empregado. O que eu queria era pôr um basta a esta incensatez que está se tornando os nomes das pessoas:

Sonho com o dia em que alguém chegaria com uma criança para registrar:

-Nome:
-Meríndia.
-Carla? Que nome bonito! Aqui está a certidão: Carla da Silva.
-Mas eu disse Meríndia.
-Sim, eu entendi: Carla.
-É Meríndia!
-CARLA!!!

Ou assim:

-Qual é o nome:
-Heliwéltton.
-Aham, aqui está.
-Epa, mas tu escreveu Felipe.
-Sim, é Felipe. Agora some daqui.

Como seria divertido:

-O próximo!
-Viemos registrar nossa pequena Weronyka. Com dáblio, ípsolon e cá!
-Dáblio é os teus zóio, rapá, vô te dá dáblio é nas zoreia: é com vê, i e cê, e acento, seu imbecil: Verônica. Agora paga esta bosta e te arranca daqui!

Isto seria melhor do que um churrasco, nem precisaria ter salário se fosse tudo assim:

-Gêmeos?
-Sim: Ywette e Ywetta.
-Fátima e Lourdes. Em homenagem à Nossa Senhora. Boa escolha.

-Qual que é o nome da criança?
-Carlos.
-Carlos?
-Carlos Felipe de Souza Aguiar Nachtergale de Oliveira Sobrinho.
-...

Não se pode ganhar todas.

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